Socorro, meu melasma piorou!

melasmaNo verão, é muito comum ver essa reclamação por aí. Com o clima mais quente e a maior exposição solar, qualquer descuidozinho com a proteção pode ocasionar o aparecimento de manchas, entre elas, o temido melasma.

Acometendo principalmente a face, fronte e têmporas, podendo aparecer também em outras regiões, como nariz, pálpebras, mento e até membros superiores, o melasma é uma hipermelanose muito comum. Entre suas características, estão a simetria e a tonalidade acastanhada. Seu aparecimento é mais comum nas áreas expostas ao sol, porém, a etiologia do melasma é bastante variada e nenhum fator pode ser responsabilizado isoladamente pelo seu aparecimento.

Entre as causas mais comuns, podemos apontar gravidez, tratamentos hormonais, uso de drogas fototóxicas, fatores emocionais, entre outros, mas as principais são os fatores genéticos e a exposição solar.

A relação entre as radiações ultravioleta (RUV) e a pigmentação da pele é bastante conhecida. Seus efeitos são basicamente queimadura e/ou bronzeamento, ou seja, a radiação UV tem efeito direto sobre a produção de melanina.

Após uma única exposição à RUV, ocorre um aumento no tamanho dos melanócitos – células produtoras de melanina – e também na sua atividade. Exposições repetidas ocasionam um aumento no número de melanossomas – “bolsas” de melanina distribuídas pelos melanócitos na epiderme, a camada mais superficial da pele –, bem como um aumento no número melanócitos ativos.

Vale lembrar que a melanina é um fotoprotetor natural do nosso corpo. Ela é capaz de absorver e dispersar a luz ultravioleta, atenuando sua penetração na pele e reduzindo os efeitos do sol. Mas também pode gerar radicais livres em resposta à RUV, o que explica o porquê de as pessoas com pele clara apresentarem risco aumentado de dano epidérmico após a exposição ao sol.

Tratamento

Geralmente, o melasma é recorrente e, por isso, seu tratamento deve ser duradouro. Não serão apenas algumas sessões, mas sim, sessões recorrentes e uma constante atuação no sentido de prevenção do aparecimento das manchas.

As alternativas para clareamento geralmente incluem o uso de despigmentantes, como os ácidos kójico, fítico e azeláico, a tretinoína e a hidroquininona, que é desaconselhada, pois pode provocar o aparecimento de manchas acrômicas na região, além de poder promover o efeito rebote (não clarear, mas sim, piorar as manchas) em alguns casos. Há ainda a possibilidade de se usar os lasers em casos específicos, lembrando que esse uso deve ser muito bem orientado, já que o laser é uma luz e sabemos que o melanócito é estimulado justamente por ela.

Há muitos outros tratamentos oferecidos para o melasma. Mas, o que devemos sempre lembrar na hora de montar um protocolo é de criar uma estratégia de atuação que alie a remoção da melanina da superfície da pele (o que geralmente é feito por meio dos peelings) e a inibição da atividade dos melanócitos e da síntese da melanina (ácido kójico, azeláico, arbutin, vitamina C…). E, é claro, jamais se esquecer da proteção solar: aplicar filtros com FPS de no mínimo 30 e com proteção aos raios UVA; lembrar de reaplicar a cada 2 horas ou antes, quando necessário (após mergulhos ou sudorese intensa, por exemplo). Assim, é possível ter bons resultados e evitar que o melasma ataque com tudo no verão!

Até a próxima!


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Um comentário sobre “Socorro, meu melasma piorou!

  1. Pingback: Manchas nas axilas: tem solução? – Saber Estética

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