Estrias: estudos e tratamentos

estrias

 

Foto JEADV

 

Recentemente, recebi um material de divulgação sobre um estudo bastante interessante que relaciona a incontinência urinária às estrias adquiridas na gravidez. Isso mesmo: dois problemas aparentemente tão distintos foram colocados frente a frente pelo dr. Paulo Cunha, vice-presidente da Internacional Society of Dermatology, chefe do departamento de Dermatologia e professor titular da Fac. Med. Jundiaí, Livre Docente pela Faculdade de Medicina da USP e pós-doutorado na New York University.

Publicado em dezembro de 2016 no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, o artigo foi baseado em estudos analisados ao longo dos últimos dez anos e foi intitulado “Estrias como um fator preditivo para distopias urogenitais – incontinência urinária e atrofia vulvovaginal”. Segundo o médico, a associação entre estes dois casos clínicos aparentemente dissociados têm, na verdade, relação direta. Isso porque ambos ocorrem em decorrência da alteração de colágeno e fibras elásticas no organismo da mulher. Seja na região geniturinária, ou em áreas afetadas por estrias, a falta de colágeno e as alterações das fibras elásticas são as grandes vilãs no corpo das mulheres que sofrem de incontinência no período do início da menopausa.

A boa notícia é que, quando identificadas precocemente, a incontinência urinária e a distrofia vulvovaginal podem ser tratadas efetivamente, de forma indolor e sem efeitos colaterais com laser de CO₂, que serve como poderoso estimulante para produção de colágeno e fibras elásticas.

Já no caso das estrias, existem várias opções de tratamentos. Os lasers também podem ser utilizados, porém, podem oferecer risco de hiperpigmentação em peles mais escuras (de fototipos mais altos). Há ainda os peelings químicos de ácido glicólico e L-ascórbico; os cosméticos, como cremes à base de tretinoína a 0,1% (eficazes para estrias em estágio inicial, as estrias vermelhas); a microdermoabrasão; a vacuoterapia associada a cosméticos (base do método Striort®, que usa cosméticos ortomoleculares e vem entregando resultados surpreeendentes); entre outros tratamentos.

Vale saber:

Quem tem estrias vermelhas pode apresentar eritema e coceira. Por outro lado, aqueles com estrias brancas não sentem nenhum desses sintomas. A diferença entre as vermelhas e as brancas é que as primeiras, por serem uma lesão recente, ainda têm circulação de sangue no local, facilitando o tratamento. Com o passar do tempo, é preciso promover uma lesão controlada maior sobre a estria para que o tratamento tenha resultados mais efetivos.

Porém, independente da conduta proposta para cada caso, é importante ressaltar que nenhum tratamento para estrias oferecerá um resultado 100% eficaz. Em outras palavras: nenhum tratamento fará as estrias desaparecerem por completo. É possível, sim, obter uma melhora significativa no quadro e devolver a autoestima do cliente, mas é preciso saber trabalhar a expectativa com relação ao resultado!

Até a próxima!


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